A crise econômica acertou a testa dos investimentos em siderurgia no mundo. As siderúrgicas têm hoje capacidade produtiva excedente de 526 milhões de toneladas de aço, o que resulta em queda de preço e lucro pressionado.
Um levantamento do BNDES revela que o gráfico de investimentos das siderúrgicas nacionais aponta para o chão: as projeções são de R$ 21 bilhões até 2015, contra R$ 28 bilhões no ciclo 2006-2009.
> Placa de venda e custo Brasil
A alemã Thyssen, por exemplo, posta a sua participação na CSA nos classificados, mas não acha comprador, pois o pessoal olha às ilhargas e enxerga a Arcelor Mittal cancelando um investimento de US$ 1,2 bilhão em Minas Gerais, por falta de demanda no mercado externo e o interno não arremata a metade da produção.
Marco Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, afirma que o custo Brasil também atrapalha, pois aqui é necessário investir US$ 1,8 mil para cada tonelada de aço novo na praça: na Índia custa US$ 1 mil e na China US$ 550.
> Barbas de molho
Diante dessas premissas, seria bom colocarmos as barbas de molho com a ALPA, que a Vale promete desde o ano passado para o mês que vem, desde que seja viabilizada a hidrovia, que o governo empurra com o canto do pé para debaixo do tapete.
Tanto a ALPA quanto as dinamites, na atual conjuntura, não são agendas econômicas para o governo ou para a Vale, portanto a agenda a ser tocada é política e como tal deve ser conduzida.
> Cercando no grito
Como eu não fedo e nem cheiro na República, pelo menos faço alarde, para depois não dizerem que eu não soltei ladridos quando a caravana passava.


