04/06/2012

Enquanto passa a caravana

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A crise econômica acertou a testa dos investimentos em siderurgia no mundo. As siderúrgicas têm hoje capacidade produtiva excedente de 526 milhões de toneladas de aço, o que resulta em queda de preço e lucro pressionado.

Um levantamento do BNDES revela que o gráfico de investimentos das siderúrgicas nacionais aponta para o chão: as projeções são de R$ 21 bilhões até 2015, contra R$ 28 bilhões no ciclo 2006-2009.

> Placa de venda e custo Brasil

A alemã Thyssen, por exemplo, posta a sua participação na CSA nos classificados, mas não acha comprador, pois o pessoal olha às ilhargas e enxerga a Arcelor Mittal cancelando um investimento de US$ 1,2 bilhão em Minas Gerais, por falta de demanda no mercado externo e o interno não arremata a metade da produção.

Marco Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, afirma que o custo Brasil também atrapalha, pois aqui é necessário investir US$ 1,8 mil para cada tonelada de aço novo na praça: na Índia custa US$ 1 mil e na China US$ 550.

> Barbas de molho

Diante dessas premissas, seria bom colocarmos as barbas de molho com a ALPA, que a Vale promete desde o ano passado para o mês que vem, desde que seja viabilizada a hidrovia, que o governo empurra com o canto do pé para debaixo do tapete.

Tanto a ALPA quanto as dinamites, na atual conjuntura, não são agendas econômicas para o governo ou para a Vale, portanto a agenda a ser tocada é política e como tal deve ser conduzida.

> Cercando no grito

Como eu não fedo e nem cheiro na República, pelo menos faço alarde, para depois não dizerem que eu não soltei ladridos quando a caravana passava.

Fórum dos leitores

 

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Recortado da coluna “Fórum de Leitores” publicada em “O Estado de S. Paulo”.

Câncer e suicídio por contato direto com agrotóxicos

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Matéria de “O Globo” reporta que os trabalhadores nas lavouras convencionais do Brasil são frequentes vítimas de câncer por aplicação de agrotóxicos sem as devidas proteções.

> Maior incidência: plantações de tomates no Rio de Janeiro

O estado com maior percentual das ocorrências é o Rio de Janeiro. O Datasus e o IBGE montaram um mapa tomando como base as plantações de tomates no Estado, que apresentam alto índice de resíduos tóxicos.

> Além do câncer, suicídios

Nas regiões pesquisadas, além do câncer apresentar índice superior à média, os suicídios também apresentam índices cinco vezes maior que a média no Estado do Rio.

> Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos

O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos: 10% do consumo do mundo está aqui, o que movimenta US$ 7,3 bilhões ao ano.

> Regulamentação e fiscalização ineficazes

Armando Meyer, diretor do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) da UFRJ, adverte que o problema não é o agrotóxico em si, mas o mau uso que é feito dele, e culpa o governo por ceder ao poder econômico do agrobusiness e não enfrentar a questão com eficácia.

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Observa a reportagem que as economias emergentes (Brasil, China, Índia e Rússia) são as que maiores problemas de saúde enfrentam com a aplicação de agrotóxicos, pois as democracias consolidadas são extremamente rígidas com a atividade.

Política monetária acautela investidor estrangeiro

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Alerta o ex-presidente do Banco Central do Brasil que a frequência com a qual o atual governo tenta regular a iniciativa privada está afugentando o investidor estrangeiro, que começa a ficar mais cauteloso que antes na hora de investir no Brasil.

> Crescimento do PIB próximo a zero 

É fato que o Brasil, em 2012, já deixou de receber aproximadamente US$ 35 bilhões em investimentos estrangeiros e o crescimento do PIB (com a dificuldade de controlar a pressão do dólar) no primeiro trimestre foi próximo de zero.

É a primeira vez que Henrique Meirelles, de perfil discretíssimo, tece um comentário a respeito da política monetária e fiscal do governo Dilma Rousseff, mas adverte, que prefere “acreditar que (as intervenções) são reações à crise e que a tendência é voltar à normalidade”.

Meirelles é hoje presidente do Conselho de Administração do grupo J&F, dono do frigorífico JBS, chairman do banco de investimentos franco-americano Lazard e membro do conselho da empresa aérea Azul.

Leia aqui uma rápida entrevista concedida por Meirelles a “O Estado de S. Paulo”.

03/06/2012

Branca de Neve e o Caçador

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Fui ver “Branca de Neve e o Caçador” de Rupert Sanders. No elenco Charlize Theron (a rainha má Ravenna), Kristen Stewart (a Bella, de Crepúsculo, no papel de Branca de Neve), e Chris Hemsworth (o Thor de “Os Vingadores, vivendo o caçador).

É a produção que mais se afastou do clássico dos irmãos Grimm, imortalizado nas telas por Walt Disney.

> Cenário mais fidedigno à Idade Média

Sanders embarcou na sua versão as fadas, os corvos, a maçã envenenada, a rainha má e o seu espelho fofoqueiro, os passarinhos, os anões e o beijo, mas vestiu tudo com a real roupagem da Idade Média, longe do idílio dos contos de fadas.

As cidades medievais eram escuras, lamacentas, imundas e fedorentas. As pessoas não conheciam o significado de higiene, por isso foram pasto para a peste bubônica, a famosa “Peste Negra”, que dizimou quase metade da população europeia.

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> Branca de Neve suja de lama

Por conseguinte, a Branca de Neve foge ao padrão da neve: ela é imunda, unhas sujas e veste-se aos trapos, mas é uma mulher atualizada, escapando daquela sílfide que os anões só acolheram porque era uma exímia cozinheira.

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> Charlize Theron rouba a cena

E a rainha má rouba a cena: Charlize Theron está um primor de maldade, mas Rupert Sanders coloca momentos de humanidade na megera, fazendo uma espécie de terapia pelicular com a personagem, tentando explicar, mas não justificar, que o seu temor supremo é um quê de mesmice às mulheres lindas: ficar velha.

Atualíssimo: mais do que nunca as mulheres, e os homens, fazem o que podem para manter o viço da juventude.

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O problema de colocar Charlize Theron no mesmo set de Kristen Stewart, ou seja lá quem for do seu naipe, é fazer com que aquela engula essa: a senhorita Stewart se esforçou mas não conseguiu me convencer de que ela não era a Bella, fugida de Crepúsculo. E olha que momentos houve em que eu esqueci que o caçador era o Thor.

> Teatro trágico

Uma das cenas derradeiras, quando a Branca de Neve espeta Ravenna com um punhal e essa acusa o golpe, esgueirando-se à morte rumo ao espelho e agasalhando-se em estertores sob ele, é um quê teatral que paga o ingresso. 

Mas eu já estou contado o filme e fazendo as vezes de crítico de cinema, coisa para a qual eu não tenho a menor competência.

Vá ver o filme que ele é ótimo.

Amor sem fronteiras

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A fotografia acima é de Mark Taylor, um dos mais requisitados fotógrafos ingleses para tomadas publicitárias.

O intuito de Taylor na foto é mostrar que se não cultivarmos ideias preconcebidas é possível viver em paz.

Escalando

A Penti, tradicional marca de vestiário europeia, lançou uma nova linha de meias calças com desenhos espirituosamente elaborados, como o abaixo:

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Rainha Elizabeth 2ª inicia os festejos do Jubileu de Diamante

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Aos 86 anos, a rainha Elizabeth 2ª inicia hoje (2) as comemorações oficiais do seu Jubileu de Diamante (60 anos de reinado), tornando-se a segunda mais longeva soberana da história do Reino Unido. A primeira, até hoje, foi a rainha Victoria, que reinou por 63 anos.

> Linha sucessória não agrada os súditos

No auge da sua popularidade como soberana, Elizabeth 2ª se vê às voltas com a futura sucessão: pesquisas indicam que mais da metade dos súditos não desejam ter o primogênito Príncipe de Gales (Charles) como rei.

O jeito é a rainha chegar aos 100 anos: até lá Charles poderá ser convencido a abdicar da sucessão em nome do seu primogênito, o Duque de Cambridge (William), recentemente casado com Catherine Middleton. É fato que eles fariam um belo casal real.

Clique aqui e veja um infográfico, preparado pelo IG, com fotografias e um pouco da história dos 60 anos de reinado de Elizabeth 2ª.